Há muito tempo que tomei uma decisão.
Só faço o que me der na real gana, e só compro - uso- como - faço - o que achar que devo, como quiser e com o suporte dos meus princípios.
Não acredito que o mundo esteja realmente em crise. O que está em crise é a inteligência humana.
Eu não dou nada a ninguém.
Partilho.
Partilho o meu conhecimento sobre como pescar...
Confundimos solidariedade com DAR.
Confundimos aspecto com estatus social. O que é isso, afinal?
Confundimos o desabafo com a agressividade.
Confundimos determinação com birra.
Confundimos os amigos com o caixote do lixo das nossas frustrações.
Confundimos a nossa identidade com a "Maria vai com as outras" da moda.
Deixei de comprar o que as lojas têem, para obrigar a loja a dar-me o que procuro.
Deixei de comprar pão barato para comprar pão completo. Que sai mais barato, pois este, sacia realmente, e por isso, como menos.
Deixei de comprar livros, para passar a ter em casa um posto público de troca. Deixas um e levas um. Recicla-se, poupa-se, fazem-se amigos e partilham-se conhecimentos.
Deixei de saír á noite porque deixei de ter com quem falar. Enfadavam-me as conversas de café e discoteca pobre... sempre sobre aquilo que me fui recusando a colaborar: gentinha cor-de-rosa, revistas, luzes e acção. E então descobri:
a solidão.
o egoísmo dos grupos.
a ignorância que me assusta e de quem fujo, mas que me castiga com a solidão...
A mesquinhez de um povo que prefere continuar acompanhado a recusar a droga viciante com que o injectam todos os dias.
que eu sou eu, e que algures, está mais alguém igual a si próprio que ainda não sucumbiu aos podres da alma humana.
E encontrei! obrigada meu amor.
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