quinta-feira, 10 de março de 2011

what an emptiness...

sinto-me vazia.
Não totalmente vazia... mas abriu uma vaga inesperada no meu ser.
O que é que terá saído, mudado, sem eu dar conta?
O que é que deixou de fazer sentido?
Serás tu que partiste sem eu dar conta? a saudade da tua voz ausente (e, bolas! nunca mais te ouvi uma palavra. Essas que só tu conseguias dizer, que brotavam na hora pronta como pedras parideiras!). Ou a saudade de ti simplesmente. Ha que tempos que não te reconhecia... não eras o pai que vi nascer. Aquele por que não fui para a cama sem te ver ao final de uma semana de ausência.
Aquele que tinha impulso e coragem para tudo. Mesmo para o que não devia.
Nunca mais te ouvi uma palavra...
ouvia-te os soluços por baixo da pele.
Ouvia-te o grito em silêncio.
Nunca mais te ouvi...
Não te despediste sequer.
Não viste sequer o meu sorriso novo!
Nunca mais viste os teus netos.
Eles engoliram-te e pronto!
Engoliram-te naquelas paredes frias e nunca mais te ouvi.
Mas Amo-te.
Espero que as tuas asas de grou carreguem essa liberdade de saberes que eu te amo.
Eu despedi-me de ti muito antes do que possas imaginar.