domingo, 21 de junho de 2009

Morra a morte...

Quando eu morrer
Batam em latas
Tragam o circo e os palhaços,
Para ver o espetáculo
Desta gentinha a chorar.
A chorar por quem não conheceu!
Velhas moças carpideiras
Que da morte fazem espetáculo de emoções
Que não vivem na vida.
Tragam ganzas e cantores
Não quero dramas...
Quero louvores
Quero gospel
Quero tambores
Quero danças e ciganos
brasileiros, ucranianos,
índios, americanos....
Quero gente! Não estupores.
Quero mostrar à morte que vivi feliz.
Que me ditou a honestidade e a verdade,
A tristeza e a felicidade!
A beleza e o horrendo!
Aprenda a viver, quem vai morrendo...
Levante-se ó mar gente
Gentinha, gentalha
Calem a boca á gralha!
Tragam à praça o povo mesquinho
Que tudo come...
Tragam o circo, escondam o pão
Quero julgá-los que estou zangada!
Abram-me o peito,
Façam pontaria e PUM!
No coração....

sexta-feira, 19 de junho de 2009

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Hussh little baby

canto-a muitas vezes ao meu pequenote....



bom som, muito groove, bem mexida, relaxada, e muuuuuito gira! saímos a assobiar, a traulitar...

sábado, 13 de junho de 2009

canção da nota só


Estou só...
Estou só numa nota só.
Numa monotonia de dó.
Estou só e ferida.

Algures.
Não me lembro aonde foi
Nem onde me dói.
Mas estou.
Fecho os olhos e só vejo pesadelos.
Em sangue.
Mas não quero... “Vá de retro”, vai-te embora!
‘Cá depressões, agora...!
Saí da cama... “- não consigo dormir!”
Fui vestir o roupão.
Mirei-me ao espelho, e de repente

Como se nunca lá tivesse estado
Um sinal preto.
Demarcado.
Na pele pálida ao lado do coração.
Junto ao peito.
Perfeito...


Minha noite amiga,

Em ti me escudo e refugio,
De peito aberto e escorrido.

“Hello darkness, my old friend i’ve come to talk with you again ...”


Saio a escrever, depressa!
Só o escrever me faz melhor.
E não, não quero o “sambinha numa nota só”
Aqui onde estou, só me acompanha uma arritmia respiratória.

E a mente lateja de ideias, de palavras, de traços, a toda a brida!
Sinfonia indesejada para quem a noite se torna branca.

Nem uma pista para minha ferida...

Luzes no escuro. Vejo bem na escuridão!
Ao menos isso...
Não consigo pregar olho.
Porra! Parece enguiço!

“É sábado à noite! O que vamos fazer?” Insónias...
Antigamente tocava.
ó teclas melodiosas!
Fluidificavam o pensamento e depressa chegava à fantasia.
E era aconchegada por esses sonhos adolescentes
que adormecia.

Agora...tenho os dedos dormentes.

"Vai-te embora ó papão"
de cima do meu telhado
deixa esta mamã,
dormir um sono descansado!
(suspiro)

Precisava de cantar, gritar, dançar...

Resta-me o escrever.
Teclar. Tec-tec-tec-tec-tec...
Estou só, estou só
Escrevendo numa nota só.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

com determinação e estupidez natural!

Há muito tempo que tomei uma decisão.
Só faço o que me der na real gana, e só compro - uso- como - faço - o que achar que devo, como quiser e com o suporte dos meus princípios.
Não acredito que o mundo esteja realmente em crise. O que está em crise é a inteligência humana.
Eu não dou nada a ninguém.
Partilho.
Partilho o meu conhecimento sobre como pescar...
Confundimos solidariedade com DAR.
Confundimos aspecto com estatus social. O que é isso, afinal?
Confundimos o desabafo com a agressividade.
Confundimos determinação com birra.
Confundimos os amigos com o caixote do lixo das nossas frustrações.
Confundimos a nossa identidade com a "Maria vai com as outras" da moda.

Deixei de comprar o que as lojas têem, para obrigar a loja a dar-me o que procuro.
Deixei de comprar pão barato para comprar pão completo. Que sai mais barato, pois este, sacia realmente, e por isso, como menos.
Deixei de comprar livros, para passar a ter em casa um posto público de troca. Deixas um e levas um. Recicla-se, poupa-se, fazem-se amigos e partilham-se conhecimentos.
Deixei de saír á noite porque deixei de ter com quem falar. Enfadavam-me as conversas de café e discoteca pobre... sempre sobre aquilo que me fui recusando a colaborar: gentinha cor-de-rosa, revistas, luzes e acção. E então descobri:
a solidão.
o egoísmo dos grupos.
a ignorância que me assusta e de quem fujo, mas que me castiga com a solidão...
A mesquinhez de um povo que prefere continuar acompanhado a recusar a droga viciante com que o injectam todos os dias.

que eu sou eu, e que algures, está mais alguém igual a si próprio que ainda não sucumbiu aos podres da alma humana.

E encontrei! obrigada meu amor.

sábado, 6 de junho de 2009

Insinuações

you can be anything you want to be!
Adoro as fusões étnica, estilos e insinuações desta música...