Apanhas-te-me desprevenida.
Entraste em mim sem eu ver e, comigo nua, agarraste-me. O abraço. protetor. calor.
Entraste na minha sexualidade crua e afagaste-a, em sonhos.
Desde então fizeste um pop-up em mim, viral, sem direito a anti-virus
Primeiro a destempo. A surpresa!
Depois em sonhos. Molhados.
Depois, simplesmente não saíste da minha cabeça!
"Talvez se lhe der atenção, vir o que quer, se vá embora!" pensei...
Vierei-me e enfrentei-te. Com toda a coragem, todas as minhas fantasias e despudores, no olho da minha mente. Lá, tudo vale.
Todo o amor e afago... flores desabrochavam das nossas bocas juntas.
O abraço era doce e longo, desmedido, profundo... Uma união estranha nos peitos abertos.
Olhava-te sempre... nos olhos.
Nós, a sós, mas connosco, toda a gente.
Entraste em mim sem avisar. Mas tu não és real.
E então, o real e o imaginário.
O leal... e o calvário.
Um pé no chão... o outro, não passará da imaginação.
Que poderes ela tem!
Um orgasmo! No tempo real do pensamento...
Aprendi a prender-te, passarinho destrambelhado!
Só voas quando eu deixo.
Não! Não vás longe! Se voas alto podes cair ou perder-te nas nuvens, e também não quero despedir-me de ti.
És tão bom.
Não há especiaria como a tua... a especiaria do proibido, no segredo clandestino dos meus impossíveis. Só eu e tu... mesmo sem ti. Sabe bem viver-te em mim, mesmo sem eu viver em ti. São tudo fantasias...
Amo-te? Nem isso sei bem. É segredo.
Amo-me.